Um apartamento de lembranças

Juliana é cirurgiã-dentista e quando resolveu sair da casa dos pais, tinha só a cama e o criado mudo.

Na procura por um lugar pra chamar de seu, deparou-se com a oportunidade de morar no antigo apartamento que sua prima alugou por anos, e que ela sempre gostou, em uma rua bem localizada, bairro gostoso e perto do consultório. Descobriu depois que aquele pequeno apartamento, de 35m²,com cara de praia e formas irregulares, era projeto do Niemeyer.

Com o criado-mudo virando gaveteiro da cozinha, com certeza a acompanharia também para lá uma antiga Berger que ficava no consultório e ganharia novas cores. A notícia da nova casa se espalhou e uma amiga ofereceu um baú que não ia usar. Daí, outra ofereceu um rack de TV, outra um sofá pra sala, outra um barzinho e a imaginação começou a brotar para adaptar os móveis à sua ideia de casa gostosa e aconchegante.

Resgatou uma antiga poltrona que estava sem uso, na casa da avó, que serviu de cama de solteiro para sua mãe,quando menina.

Quando foi à procura de armários , achando tudo caro e de má qualidade, optou por procurar em loja de móveis antigos e comprou seu primeiro móvel: um armário , seguido de uma poltrona de patckwork, que foi derradeira para soltar sua veia artística e a estética desenvolvida com o trabalho na área odontológica, na qual “tudo deve estar bonito e funcionando bem” e assumir o colorido que sempre norteou sua vida fora do branco da profissão.

“Não queria uma casa apenas bonita, queria que ela fosse funcional e também por ser pequena, que os ambientes se combinassem, mas não necessariamente que eles fossem um mesmo ambiente. Minha irmã é decoradora, minha mãe sempre reformou muito nossa casa. Acho que é uma veiazinha de família essa coisa de decoração”. O proprietário já havia feito algumas alterações no layout do apartamento, deixando-o bem diferente para soltar a imaginação…

O apto alugado e com o piso feio, inspirou-a colocar vários tapetes soltos e realizar um velho sonho de ter um espaço zen para as meditações, assim como um plano elevado no meio da sala, foi transformado em um palquinho para os ensaios de flamenco, usando um antigo espelho de partituras que a prima musicista deixou, no teto e dar mais clima ao show!

Uma amiga, artista plástica, foi convocada a deixar sua marca em uma das paredes e fez uma linda pintura. Várias plantas foram penduradas, lembrando varandas, quintais, jardins. As cores fortes nas paredes colorindo e iluminando os dias…

Nas viagens pelo mundo afora, o desejo do lar doce lar existente dentro dela, já a fazia juntar vários objetos decorativos que seriam usados assim que se realizasse. Aí foi fácil dar seu toque pessoal e afetivo à decoração. Enfim as cores foram se destacando, os objetos saindo das gavetas, os móveis sendo pintados, reformados, revestidos e os amigos se sentindo emocionados em ter um pedaçinho deles neste apartamento de lembranças.

“Na verdade sempre me senti bem em ambientes coloridos e alegres. Procurei fazer do meu lar externo uma extensão do que sou e do que gosto. Queria me sentir aconchegada, e virou isso.”,fala Juliana feliz com seu cantinho.

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Edição 27

A Estilo Fashion é publicada semestral e contém assuntos váriados como moda, gastronomia, saúde, etc.

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