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Inclusão Social

Atualizado em quarta-feira, 19 de maio, 2010

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Por Andrea Marques Camargo

Se desmembrarmos o termo Inclusão Social, teremos: “Inclusão: (…) introdução de uma coisa em outra; de alguém em um grupo (…) envolvimento”.
“Social: da sociedade ou relativo a ela. Sociável (…)”.

O seu significado transcende a definição semântica (literal dos termos). O que importa é a definição humana e moral da Inclusão Social.

Como ação que visa a oferecer aos mais necessitados oportunidades de participação e chances iguais de Educação, Trabalho, Saúde etc. deixa muito a desejar. No papel tudo bem, na prática nada bem.

Qual é, afinal, o papel do governo e da sociedade como um todo frente a essa questão? Qual a postura adotada, não apenas em relação aos supostos benefícios econômicos, mas principalmente aos benefícios sociais, à autoestima dos portadores de necessidades especiais?

O governo propõe benefícios que ajudam ou deveriam ajudar esses cidadãos que são, em sua maioria, eleitores, mas as empresas contratam esses cidadãos que são também consumidores? Se o fazem é por causa da imagem que elas, empresas, terão para a sociedade ou por realmente acreditarem no potencial dessas pessoas pra lá de especiais?

Uma pesquisa do Instituto Ethos, jornal Valor Econômico e Instituto Indicator, mostra que aos olhos dos brasileiros, as empresas que apoiam a Inclusão Social têm uma aceitação bastante significativa.

No entanto esse assunto, delicado e importante, não deve ser um meio apenas e sim o fim; não deve ser consequência, mas causa.

E nós, cidadãos sem essas necessidades especiais e cobertos de outras necessidades e verdadeiros defeitos, como os enxergamos? Limites? Quem não tem? Diferenças? São necessárias ao convívio, desde que não usadas como preconceito ou como sinônimo de incapacidade.

Um exemplo de como essas diferenças tornam-se ínfimas quando comparadas à força de vontade, encontramos nos paraatletas olímpicos que garantiram belas e honrosas medalhas nas últimas paraolimpíadas. “Deficientes”? Onde e quando? Só se formos nós! Eficientes? Sim, sempre. É um apenas o caso de tirarmos a letra “d”, não só da palavra “deficiente”, mas principalmente da nossa cabeça e então notaremos que o limite entre as duas significações é tênue demais.

Pensemos nisso…







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