Sheila Mello: muito além da loura do Tchan

Sheila Mello respondeu às perguntas dessa entrevista pelo telefone. Com algumas respostas rápidas, outras detalhadas e voz decidida, a bela moça, que alcançou à fama como dançarina do grupo É o Tchan, me surpreendeu com sua objetividade, humildade e posicionamentos bastante coerentes.

imagem de Sheila Mello

Mudança de imagem – verdadeira obsessão entre algumas celebridades que ganham fama e fortuna em atividades que muito depois querem renegar – não faz parte do repertório de Sheila, que é muito firme e sincera em afirmar que não se arrepende de nada na vida e que é muito grata à oportunidade que teve na época de dançarina do grupo É o Tchan! Conta com detalhes e humildade dignas de admiração, que teve de aprender a pensar em novos horizontes, pois o que conseguiu com a fama (e muito trabalho) foi muito além de onde pensava em chegar.

Moça de infância modesta, criada na Cidade Ademar, periferia da Zona Sul de São Paulo, Sheila lembra que quando pequena se divertia brincando com os 3 irmãos, já que a família não tinha aparelho de televisão. É o primeiro contato da menina com as atividades que mais tarde marcariam sua vida e sua trajetória profissional: música, dança e teatro. A paixão pela dança começou cedo e ela conta não se lembrar ter desejado ser outra coisa na vida além de dançarina. Começou a trabalhar cedo para poder pagar as fantasias de suas apresentações de final de ano. O primeiro emprego? Limpando a academia onde dançava.

A bela relembra que se inscreveu no concurso de Loira do Tchan pensando apenas no carro com que as primeiras colocadas eram premiadas. Acabou vencendo outras 3 mil moças e de um dia para o outro, a menina que sempre sonhava em ser dançarina (mas que vislumbrava como maiores desafios apenas os pequenos concursos dos quais participava) é transformada em símbolo sexual e passa a ser considerada uma das mulheres mais bonitas e cobiçadas do país, dançando no grupo de sucesso meteórico, famoso pela alegria e despretensão de sua música. O É o Tchan! havia conquistado o país e Sheila agora era parte dele.

Sheila Mello diz com convicção: “Essa história de mulher ser o sexo frágil é balela!”. Em sua família estão seus dois grandes exemplos de determinação e força de vontade: a mãe e a avó. Sheila tem nelas os exemplos que sempre procurou seguir. Não é à toa que a coisa que mais a irrita são as pessoas que não fazem da melhor maneira possível aquilo que se dispõem a fazer.

imagem de Sheila Mello no programa A Fazenda

Quando perguntada se sofre algum tipo de preconceito no meio teatral, por ter sido loira do Tchan, é categórica em afirmar que, se esse preconceito existe, ela nunca o sentiu e que se algo nesse sentido é falado, não teve conhecimento. Sheila cursou o conceituado Teatro Escola Célia Helena e está muito satisfeita com os rumos que sua carreira vem tomando. Recentemente foi obrigada a recusar um projeto por absoluta falta de tempo e se sente uma privilegiada, por em tão pouco tempo de carreira profissional, já ter participado de 6 peças. É com orgulho que fala de sua mais recente incursão nos palcos, no espetáculo “Herótica – Cartilha Feminina Para Homens Machos” e do projeto paralelo, que apresenta no circuito universitário, “Simplesmente Marilyn”, adaptação do já clássico “Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá”. No teatro pretende ainda representar personagens de Nelson Rodrigues e Clarice Lispector, autores cujas obras e universo poético a fascinam. Sua primeira experiência profissional em cinema lhe rendeu uma indicação ao prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado, pelo vencedor dos prêmios de melhor curta-metragem em 35mm, montagem e roteiro, “Alphaville 2007 D.C.”, de Paulinho Caruso.

Veio do teatro a experiência mais angustiante de sua vida. Quando participou do processo de criação coletiva de sua formatura no Célia Helena, Sheila passava por um momento pessoal muito delicado, seu pai acabara de falecer e ela se viu envolvida no desafio do desenvolvimento de suas próprias cenas, experiência que marcou sua vida. Mais um desafio vencido.

O tom sério muda quando perguntada sobre sua viagem inesquecível. A menina Sheila vem então à tona e confessa que, apesar de ter conhecido praticamente todo o continente americano, boa parte da Ásia e África, suas grandes recordações são mesmo das 15 vezes em que foi à Disney. Um lugar que ainda sonha em conhecer? Portugal, terra de seus avós.

Quando o assunto é o coração, a loira desconversa: “No momento, ocupado!”, diz com voz marota, de quem está muito satisfeita… Sheila Melo: linda, simpática, decidida e movida a desafios!

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