Sem medo de dentista

Odontologia Minimamente Invasiva, a filosofia do Século XXI, mudou o conceito da famosa e temida visita ao dentista

Até o meio do século XX, visitar um cirurgião-dentista significava medo e, em geral, dor e desconforto. O tratamento odontológico habitual consistia de restaurações que se estendiam sobre a estrutura dental sadia, na tentativa de prevenir o aparecimento de novas cáries. A cada tratamento, havia maior perda de estrutura dental e esse quadro culminava com a necessidade de próteses e extrações, era comum que adultos jovens precisassem usar próteses totais.

Com o desenvolvimento científico na odontologia, verificou-se que biologicamente o melhor resultado está na maior preservação possível da estrutura dental. Estudos mostraram que melhores resultados por meio da prevenção (alterações nos hábitos de higiene bucal e dieta, fluoretação da água), e do diagnóstico precoce, cada vez mais associado a novas tecnologias como laser que detecta a cárie antes mesmo de haver alguma cavidade no dente e com as câmeras intraorais que aumentam a imagem do dente até 60 vezes e permite visualizar alterações no dente, nas restaurações e na gengiva, e possibilita apresentar também para o paciente os problemas bucais, facilitando o compartilhamento das responsabilidades sobre a saúde bucal.

As novas tecnologias estão presentes também no desenvolvimento de materiais odontológicos adequados à técnica minimamente invasiva, que aderem à estrutura dental e possuem a resistência necessária mesmo quando utilizado em uma pequena espessura. São materiais altamente estéticos que mimetizam as estruturas dentais e, além disso, são livres de materiais tóxicos, como o mercúrio.

A dor é altamente reduzida com essas técnicas. O uso de aparelhos de ultrassom associado a pontas diamantadas permite o desgaste apenas de tecido careado sem necessidade do uso da anestesia. Pesquisas recentes trouxeram ao mercado brasileiro um novo tratamento microinvasivo para cáries iniciais e localizadas entre os dentes. Seu objetivo é preencher com uma resina os poros do esmalte dos dentes afetados pela cárie, impedindo a progressão da lesão cariosa e evitando a perda de estrutura dental sadia.

Assim como ocorre na medicina, com cirurgias cardíacas e neurológicas cada vez mais delicadas, a filosofia minimamente invasiva está se disseminando na odontologia e já pode ser executada nas diversas especialidades odontológicas.

Na área da estética odontológica, mudanças de cor, forma e posicionamento dos dentes podem ser realizadas em curto espaço de tempo e com mínimo desgaste dental.

Já é possível realizar fragmentos de cerâmica dentária, realizando facetas de 0,2 mm de espessura, por exemplo.

Apesar de parecer contraditório, algumas vezes a indicação de extração dental torna-se um procedimento preventivo em um dente com grande grau de destruição, sob risco de fratura ou infecção, se considerarmos a preservação de tecido ósseo saudável para uma futura reabilitação de função e estética utilizando implantes osseointegráveis.

Uma das mais interessantes vantagens dessa filosofia é a manutenção preventiva. O paciente que já passou por todo o tratamento odontológico e encontra-se em condições de saúde pode manter-se nessa condição realizando consultas regulares com uma frequência estipulada pelo dentista, que realizará o diagnóstico precoce clínico e de imagem permitindo que as pequenas alterações nos dentes, restaurações, gengiva, osso ou mucosa bucal sejam tratados de forma simplificada, atraumática, sem dor e com baixo custo.

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