San Andrés

Maravilhas muito além de um mar se sete cores

Pode parecer clichê, mas para mim, o melhor sinônimo para a ilha de San Andrés, na Colômbia, é “paraíso”!
San Andrés é pequena em extensão, mas gigante em belezas naturais. Distante 700 km da costa continental da Colômbia, aproximadamente 1000km da capital Bogotá, está bem próxima de Nicarágua, e, vista de cima, nada mais é que um pontinho pequenino no mar do Caribe. São apenas 26 km² de belezas inigualáveis.

Ela é famosa por seu “mar de sete cores”. Sim! É possível distinguir sete tonalidades de cores, uma mais linda que a outra, compondo a paisagem do local e, para apreciar esta beleza, os cayos (ilhotas), próximos à ilha principal, estão entre as principais atrações da região. Neles é possível praticar esportes aquáticos como snorkeling, esqui-surfe, windsurfe e o mais procurado – o mergulho.

O fundo do mar é um capítulo à parte! Ele esconde um verdadeiro tapete colorido, com vida marinha em abundância. E mais, suas águas oferecem condições térmicas e profundidade ideais para os profissionais e curiosos na arte do mergulho, que também podem aproveitar os diversos naufrágios da região.

Imperdíveis, também, são os passeios de barco que levam às ilhas de Rose Cay, mais conhecidas como Acuario, e Haynes Cay – ou ‘isla del Amor’. A apenas 10 minutos de barco de San Andrés é possível praticar snorkeling com muita vida marinha. A travessia entre as duas ilhas pode ser feita com uma caminhada a pé, em alto mar. Mas atenção! É indispensável o uso de sapatos de mergulho, já que o mar tem muitos ouriços. Eles são baratinhos, custam entre dez e quinze reais e podem ser comprados na própria ilha. O passeio é obrigatório, já que é, sem dúvida, o melhor lugar para entender por que o mar de San Andrés tem sete cores.

Outro lugar que vale a viagem é o Parque Regional Johnny Cay. Lá é possível observar tartarugas, iguanas, a lagartixa azul e várias espécies de aves migratórias, além de relaxar ao som de reggae. Há diversos bares que oferecem refeições e bebidas típicas, como o cocoloco e o melhor, a maravilhosa vista para o mar!

Na ilha principal também é possível aproveitar praias que oferecem boas surpresas. Rocky Cay e San Luis são as duas mais indicadas para ficar ao sol. Elas oferecem mar calmo, areia branquinha e infraestrutura de hotéis e restaurantes.

Para ter uma visão geral da ilha, o mais indicado é alugar um carrinho de golf (transporte mais usado pelos turistas) e fazer a volta completa. Como a distância é curta, é possível conhecer a maioria dos pontos turísticos em um único dia. Entre eles, destaco o Hoyo Soplador, na ponta Sul da ilha, conhecido também como o gêiser colombiano – um buraco na pedra, cavado pela ação do mar e que, dependendo da ressaca, pode produzir um esguicho de água a mais de 5 metros de altura, e a Cueva de Morgan – uma antiga caverna de piratas que virou um mini parque temático onde é possível fotografar em navios cenográficos, assistir shows de calypso e comprar artesanato local. São lugares muito conhecidos na ilha, mas que não precisam de muito tempo de visita.

Um passeio diferente e bem curioso é o chamado Aquanatas, inspirado nos antigos escafandros de mergulho. Nele, você desce às águas conectado a uma fonte de oxigênio em um capacete com vidro frontal. Orientado por um instrutor, é possível posar ao lado de uma estátua de Netuno, o deus romano do mar, e alimentar algumas espécies de peixes. A vida marinha no local do passeio não chega nem perto da encontrada em snorkelings e outros mergulhos, mas a experiência é única e as fotos ficam ótimas!

À noite, a música caribenha faz a festa: salsa, merengue, calypso, reggae, zouk e reguetón dão o tom em discotecas e bares dentro e fora dos hotéis. Alguns oferecem até aulas de dança.

A língua nativa é o crioulo e a moeda oficial é o peso colombiano, mas o dólar é perfeitamente aceito em qualquer estabelecimento. Aliás, quem gosta de compras tem um motivo extra para visitar San Andrés – a ilha é uma área de livre comércio, a famosa zona franca, ou seja, ótimas marcas e produtos de qualidade sem a adição de impostos.

Por estar fora da rota dos furacões, San Andrés pode ser visitada durante o ano todo. A temperatura não costuma variar muito, mas entre julho e outubro as chuvas e os ventos estão mais presentes.

Do Brasil, não existem voos diretos para a ilha – é preciso fazer conexão em Bogotá. Mas não use a capital do país apenas como local de passagem. A cidade está mais vibrante e linda do que nunca e tem tudo para agradar visitantes de todos os estilos, mas, isso é assunto para a nossa próxima edição.

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Edição 27

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