Redes Sociais: Você é o que você compartilha.

Não basta saber usar sites de relacionamento, é preciso cuidar para que o conteúdo que você publica não prejudique seu posicionamento no trabalho e também na vida pessoal

Provavelmente o assunto “redes sociais” já foi mencionado e discutido em seu cotidiano, inclusive na rotina de trabalho. O que postar em seus perfis pessoais? As redes sociais podem prejudicar o rendimento dos colaboradores? Uma empresa deve proibir o uso dessas ferramentas em ambiente de trabalho? Essas questões estão eminentemente presentes nas empresas e causam dúvidas frequentes.
Primeiramente, é preciso definir alguns conceitos e informações. O que poucos sabem é que o termo “redes sociais” não surgiu meramente com a internet. O conceito existe há mais de três mil anos e consiste, desde então, nas relações de conectividade que pessoas e tribos construíam para se comunicar. Hoje em dia, os sites de relacionamento, como Facebook e Orkut, são considerados redes sociais.

Já o termo mídias sociais também é um conceito antigo, mas a diferença é que, antigamente, essas mídias tinham limite geográfico. As pessoas de uma determinada sociedade se comunicavam, por exemplo, através de sinais de fumaça e sons de tambor que eram transmitidos ao grupo como um comunicado ou aviso. Hoje, as mídias sociais na internet consistem em um conteúdo online criado e compartilhado por pessoas. Essas mídias não possuem mais aquele limite geográfico e aproximam pessoas, compartilham informações e determinam relações e comportamentos. Alguns exemplos de mídias sociais atualmente são sites como Twitter, YouTube, Flickr, SlideShare e Digg.

A partir do momento em que as pessoas se inserem nessas redes ou mídias, não há limite ou controle do que é publicado e de que maneira. Como, então, tornar consciente o uso dessas mídias em sua empresa? O primeiro passo é se informar sobre o assunto e analisar como as mídias sociais podem auxiliar ou prejudicar sua corporação. Como grande parte da população brasileira já está inserida nessas redes, cabe à empresa educar e conscientizar seus funcionários sobre qual a melhor maneira de estar inserido na Web 2.0.

Esses ensinamentos devem ser transmitidos de maneira eficaz, consciente e, principalmente, cautelosa. Afinal, não existem regras ou limites no mundo virtual. É preciso fazer com que os funcionários saibam da importância das mídias sociais em seu dia a dia, firmando a ideia: “você é o que você compartilha”, ou seja, os colaboradores devem pensar muito antes de publicar uma frase ou informação, pois esse ato é registrado em um clique e pode trazer consequências irreversíveis. Mas, mesmo com essa conscientização, ainda não há garantia de controle absoluto. 
Por outro lado, proibir o uso de redes sociais é um ato pouco eficaz e muito radical, já que restringe a liberdade de expressão. É preciso ensinar os colaboradores a tratar os assuntos relacionados à corporação de maneira interna, sem expor para as redes sociais. Muitas vezes, um mero tweet ou postagem no Facebook pode destruir uma vida inteira de trabalho e dedicação apenas pelas emoções afloradas de uma situação desagradável. Portanto é preciso criar uma cultura ética dentro de sua empresa. De nada adianta proibir a entrada de seus funcionários no Facebook em função do tempo que se gasta com a rede se, em seu próprio computador, está aberto o chat descontraído dessa mesma mídia social. É preciso bom senso e dar o exemplo.

Como em um ambiente físico, nas mídias sociais é preciso ser ético, honesto, íntegro e sincero. Cuidar da senha é requisito básico. Também não é aconselhável adicionar estranhos ou manter relacionamentos sem ter certeza de quem está do outro lado. Fotos comprometedoras também podem acabar com a reputação do usuário, especialmente se este já estiver inserido em um ambiente de trabalho, ainda mais se o usuário for um dos líderes. É preciso cautela ao participar de comunidades e ao se falar sobre outras pessoas. O que se deve ter em mente é que o ambiente online é descontextualizado, sujeito a inúmeras interpretações. Sendo assim, a ideia central é: pense sempre antes de se manifestar, já que somos um espelho do que fazemos.

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