Reborn Babies: eles parecem bebês de verdade

O nome é Reborn. Esta arte é capaz de clonar a imagem de recém-nascidos à perfeição.

Os “bebês”, criados a partir de moldes de bonecas, são de origem européia, assim como as tintas e os fios de cabelo implantados. Inicialmente utilizadas no cinema, no teatro e na tevê, essas preciosidades são produzidas a partir de fotos e informações como peso, altura, tonalidade e textura da pele e dos cabelos, cor dos olhos, sinais particulares. São quase reais!

imagem de um bebê reborn, boneca ultrarrealista

Suely Ujimori, criadora radicada em São Paulo, sempre colecionou bonecas e há 1 ano vem desvendando os segredos do reborn; foi aperfeiçoando sua técnica a ponto de começar a aglutinar pequenas turmas para formar novas reborners: “É uma emoção intensa dar vida a esses bebês”, diz Suely, que soma uma considerável coleção de peças. “Nada mais gratificante do que ensinar, transmitir e compartilhar o que aprendi”, acrescenta.

Para começar, ficou encantada ao saber que o costume se iniciou na Europa do pós guerra, quando as famílias empobrecidas, sem condições de dar brinquedos aos filhos, passaram a reciclar brinquedos antigos para oferecê-los às crianças. No caso das bonecas, então de porcelana, eram totalmente reformadas e ganhavam novas cores, cabelos e roupas. “Como muitas ficavam melhores do que quando eram novas, o costume se popularizou e chegou aos dias de hoje”, ensina Suely Ujimori.

As bonecas sempre estiveram presentes na vida dessa reborner. Nascida e criada no interior, mãe de origem italiana e pai japonês, ela cresceu num ambiente lúdico de caráter europeu, herdado da família materna. Com as tias venezianas, apaixonadas pela alfaiataria, pela costura, pelas agulhas de tricô e crochê, aprendeu desde cedo a apreciar tecidos, linhas e fitas. “O som da tesoura soa como um mantra para mim”, diz. Com os retalhos a menina fazia as roupinhas de suas bonecas, especialmente da primeira, batizada de Marta Rocha.

Hoje, os materiais se modernizaram e as técnicas também, permitindo a criação de bebês quase reais. Ela admira o estilo das inglesas, que buscam a perfeição ignorando solenemente o passar das horas, mas acata a influência das australianas, arrojadas e inovadoras. A “gestação” exige pelo menos três dias inteiros de dedicação exclusiva. “É uma satisfação entregar um bebê nos braços da nova ‘mamãe’ e ver seus olhos brilhando, admirando o sonho que se materializa, vivendo a alegria da sensação de ter um bebê nos braços”, comemora.

“Alguns de meus bebês foram ‘adotados’ por pessoas que não tiveram a chance de ter filhos”, conta a artista, que rodou a Europa este ano em busca de aperfeiçoamento e ficou impressionada com a beleza das peças da Bavária. Em 2008, o destino será a Espanha, pátria da maior parte dos reborns.

Suely Ujimori ministra cursos. Para maiores informações entre em contato pelo e-mail [email protected].

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