Profissão: Geólogo

O geólogo Henrique Padovês explica um pouco da profissão e conta como é trabalhar com gás e petróleo, isolado em alto mar

Geologia — do grego geo, “terra” e logos, “razão” — é a ciência que estuda o planeta Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma.

“Quando decidi ser geólogo, há alguns anos, poucas pessoas sabiam qual seria, de fato, meu futuro. As áreas de atuação do profissional de geologia são bem diversificadas, abrangem desde a exploração dos recursos naturais até a avaliação de riscos na construção de túneis, estradas, hidroelétricas ou casas em terrenos instáveis, por exemplo. Há ainda ramos que não são tão explorados no Brasil, como o estudo de vulcões ou terremotos. Minha especialidade é a exploração de petróleo e gás, um mercado em expansão, devido principalmente às descobertas do pré-sal no litoral brasileiro. A história da exploração de petróleo no Brasil começa nos anos 40, quando foi descoberto o primeiro poço terrestre com retorno comercial, no Recôncavo Baiano. A partir daí, as fronteiras de exploração foram se diversificando, até que, no fim dos anos 60, foram perfurados os primeiros poços submarinos do Brasil. E nos anos 70 foi descoberto petróleo na Bacia de Campos, responsável até hoje por cerca de 80% da produção brasileira. Hoje, com as novas tecnologias de exploração em águas profundas, é possível perfurar poços a 200 km da costa brasileira e a mais de 2000 metros de lâmina d’água. Para obter êxito nessa tarefa, profissionais de diversas áreas, como engenheiros, químicos, médicos, enfermeiros e até nutricionistas, trabalham num regime de confinamento nas plataformas de petróleo. A maioria fica embarcada por 15 dias seguidos e tem folga o restante do mês. É um ambiente complicado para conviver, o respeito é essencial, já que se está ‘preso’ com pessoas de diferentes culturas, sejam elas brasileiras ou estrangeiras. Nossa jornada é de 12 horas e enquanto descansamos, o companheiro de serviço toma nosso lugar. A plataforma fica em pleno funcionamento 24 horas, sete dias por semana, não importa se é feriado ou não. Cada uma é dividida essencialmente em duas partes: o casario, onde fazemos as refeições e repousamos e a área, onde a maioria trabalha. A maioria, porque há pessoas trabalhando dentro do casario, nos ‘escritórios’, na arrumação ou na cozinha. É possível comparar a estrutura com a de um hotel. Cada hotel ocupa um lugar na escala de ‘luxo’, assim também são as plataformas. Trabalhar nesse regime é uma experiência completamente diferente de tudo que eu já tive. Estou nisso há mais de um ano e gosto bastante — principalmente dos 15 dias de folga. Hoje, não me vejo fazendo outra coisa”.

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