Por trás de um lindo sorriso

A beleza é pessoal, mas a matemática explica. Há uma infinidade de números e cálculos que resultam na fórmula do rosto perfeito

Beleza é fundamental! – A frase de Vinícius de Moraes tornou-se célebre por sintetizar um atributo que a espécie humana valoriza, entretanto, definir o que é belo já não é tão simples. Quantificar a beleza, seja ela de forma ou de conteúdo, tem muito de subjetivo e pessoal, além dos valores culturais ou temporais (modismos) que podem influir na sua avaliação. Essa atração pode estar inconscientemente ligada à preservação da espécie, nos atributos físicos femininos e masculinos sugestivos de indivíduos mais aptos à reprodução e defesa da prole.

Quando observamos a natureza certas formas parecem reproduzir um padrão que agrada ao olhar e inspira emoções, sugerindo que uma inteligência superior (Deus?) agiu deliberadamente na sua realização. Na busca por estabelecer um padrão universal de beleza, observando padrões, desde a antiguidade, estudiosos como Phidias, arquiteto e construtor do Parthenon, Euclides de Alexandria com seu Retângulo Áureo e também Pitágoras, estabeleceram proporções que julgavam pudessem expressar essa “Inteligência Divina”.

Consta que um soberano teria proposto ao matemático Fibonacci, que solucionasse o seguinte problema: tendo inicialmente um casal de coelhos, que gerassem um coelho a cada cria, quantos coelhos teríamos ao final de um ano a partir do casal original? Fibonacci calculando que dois coelhos gerariam um, teríamos como resultado três, depois cinco e depois oito e 13. Assim, sucessivamente, chegou ao número áureo 1,618, que chamou de número áureo da Proporção Divina que pode ser expressa na seguinte equação: A:B = (A+B), na qual a parte menor está para a maior, assim como a parte maior está para o todo.

Esta proporção permite a construção do Retângulo Áureo e da Espiral Logarítmica, que descreve desde as espirais de crescimento dos vegetais ou o caracol Nautilus, de espiral perfeita. Podemos observar a Espiral Logarítmica desde as estruturas microscópicas até as galáxias em espiral do micro ao macrocosmo!

As proporções humanas também podem ser observadas sob esta ótica.

Foi com esse princípio que Leonardo da Vinci desenhou o famoso homem de Vitruvius, adicionando as proporções áureas. Assim, partes dos membros se relacionam ao membro todo e ao corpo inteiro, segundo as proporções áureas. Um corpo harmonioso reflete isso. O belo pode não ser proporcional, mas seja o que o for certamente será belo.

Mas não é só beleza que a espiral representa. Aliás, a beleza talvez seja apenas uma consequência do seu atributo principal que é a eficiência da forma. O melhor desenvolvimento da forma sendo alcançado com o menor gasto de energia, por meio do desenvolvimento em espiral das partes que compõe o todo.

Assim, um belo sorriso pode ser consequência de um desenvolvimento harmonioso da face e dos dentes. A harmonia facial pode ser interpretada como uma moldura que um belo sorriso e dentes corretamente alinhados preenchem como a pintura um quadro. Só que nesse caso a moldura seria mais importante que a própria pintura.

E para que cheguemos a esta bela face é necessário que o seu crescimento e desenvolvimento ocorram em máximo equilíbrio de forma e função, permitindo que a genética se manifeste de maneira plena e, portanto, a beleza contida nos genes se expresse. Se por acaso a genética não contribuir, ainda assim é possível atuar com métodos ortopédicos, seja através da ortopedia facial, numa face ainda em crescimento, ou ainda através da cirurgia ortognática, na face já adulta ou com um forte componente genético de crescimento desequilibrado. O alinhamento dentário, realizado através da ortodontia, dá a forma final ao sorriso e proporciona a oclusão dentária eficiente para uma boa mastigação.

Para uma avaliação sumária do sorriso e das proporções faciais pode ser usado o compasso áureo. Através dele, podemos analisar as proporções faciais, dos dentes e do sorriso sob a interpretação da proporção áurea de 1 / 1,618.

Vale ressaltar, sobretudo, que mesmo que a beleza possa ser interpretada matematicamente, o que prevalece é a sensação que ela nos desperta. Ela envolve sentimentos do presente ou do passado e que compõem uma subjetividade própria do ser humano. Portanto dependerá de algo emocional, ou seja, o segredo final da beleza está nos olhos de quem vê.

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