Peixes e Frutos do Mar: ganhando espaço na dieta brasileira

Com elevada concentração de Ômega-3, fósforo, minerais e cálcio, os peixes e frutos do mar apresentam alimentação mais saudável e saborosa.

Ostras e mariscos

Durante muitos anos peixes e frutos do mar eram dificilmente encontrados nos lares da maioria dos brasileiros, o principal motivo era o seu elevado custo. Atualmente, este quadro está bem diferente. Com preços mais acessíveis, os peixes passaram a fazer parte do cardápio da maioria dos brasileiros. Os peixes contribuem substancialmente com uma alimentação mais saudável, por serem ricos em diversos nutrientes que contribuem para a qualidade na saúde das pessoas.

Os peixes e frutos do mar apresentam diversas vantagens: são leves, têm poucas calorias e são ótimos controladores do nível de colesterol no sangue. Eles possuem praticamente todos os nutrientes necessários ao organismo e grande quantidade de minerais, entre eles cálcio, fósforo, iodo e cobalto. Além disso, são ricas fontes de vitaminas A, D e B1 e B2.

Algumas espécies de peixe, principalmente aqueles de água fria, são ricas em ômega-3, um tipo de gordura bastante benéfica à nossa saúde. E, ainda, diminui o risco de doenças cardíacas, aterosclerose, ajuda nas inflamações, no desenvolvimento cerebral e na regeneração das células nervosas. “A rica presença de ômega-3 nos peixes e frutos do mar é importantíssima para o nosso organismo.

Por este motivo, o consumo deste alimento é indispensável para mantermos uma boa saúde. Ele ajuda no tratamento de depressão, pressão alta, ansiedade e problemas de sono, além disso, auxilia a coagulação do sangue, no alivio das dores causadas pela artrite reumatóide, na proteção da pele contra raios ultravioleta e inflamações.” Explica o coordenador do curso de gastronomia da FMU, Prof. Marcelo Malta.

O peixe é um excelente alimento para o desenvolvimento escolar de crianças e adolescentes e não pode faltar na alimentação dos idosos, uma vez que diminui o risco de desenvolvimento do mal de Alzheimer, demência e cansaço mental. “A introdução de peixe na alimentação da criança é importante, para garantir o suprimento de ferro de boa disponibilidade e proteger-lhe do risco de anemia. Eles devem ser introduzidos na alimentação das mesmas, a partir dos seis meses” conclui Malta.

A importância dietética do peixe está ganhando mais credibilidade junto a pessoas que tradicionalmente dão preferência a carnes vermelhas, dessa forma, pratos elaborados com peixes ou frutos do mar, estão sendo oferecidos cada vez mais em restaurantes, dos mais simples aos mais requintados.

  • Cuidados na Compra: observe se o peixe está conservado adequadamente no momento da compra, não sendo aconselhável adquiri-lo se estiver fora do gelo, exposto ao sol ou a insetos.
  • Cheire o peixe: este deve ter um aroma “de mar” fresco e limpo, próprio do peixe. Odor muito forte é uma indicação que o peixe está velho ou de que não foi manuseado e armazenado de forma adequada.
  • Passe a mão pela pele: esta deve ser lisa e úmida. As escamas, se houver, devem estar bem presas ao corpo e brilhante.
  • Olhe as barbatanas e a cauda: devem estar úmidas, frescas, flexíveis e macias; não podem estar machucadas ou secas.
  • Aperte a carne: deve estar firme e elástica; se ficar marca visível do dedo, o peixe está fresco.
  • Verifique os olhos: devem estar claros e arredondados. À medida que o peixe fica velho, os olhos começam a perder umidade e afundam.
  • Verifique as guelras: devem ter cor vermelha ou castanha, sem traços de coloração cinza ou marrom, e devem estar úmidas e frescas. O tom exato de vermelho vai depender do tipo do peixe.
  • Verifique a barriga: não deve haver sinais de “queimadura” ou “belly burn” – manchas que ocorrem quando as vísceras não foram retiradas logo; as enzimas do estômago começam a comer a carne, fazendo com que esta descole dos ossos. A carne não deve apresentar quebras ou rasgos.

Conservação

Deve ser em geladeira com gelo a 0º (zero grau) ou congelador. Depois de limpo, deve ser consumido o mais rápido possível. No congelador, seu tempo de armazenamento depende do teor de gordura do peixe. Quanto mais gordo, menor esse tempo, que varia de três a oito meses a uma temperatura de -18ºC.

Para manter todas as qualidades do peixe ao descongelarmos, tire-o do congelador e deixe-o na geladeira, na noite anterior ao preparo. Evite descongelar sob água corrente pois pode machucar a carne. Se for prepará-lo cozido ou ensopado, pode tirá-lo do congelador e levá-lo direto à panela. Depois de descongelar, o peixe não pode ser novamente congelado. E depois de descongelado, deve ser consumido rapidamente, evitando riscos de contaminação.

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Edição 27

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