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mitos e verdades da saúde bucal

Na edição anterior abordamos, na seção de odontologia, alguns mitos e verdades a respeito dos dentes decíduos ou de leite. São eles que preparam o caminho da futura dentição do adulto, chamada de permanente.

Uma boa oclusão na infância e um bom desenvolvimento da face da criança podem significar que o adulto terá grandes chances de não vir a necessitar de aparelhos ortodônticos.

Mas caso isso não venha a ocorrer, alguns mitos e verdades devem ser esclarecidos sobre a ortodontia para pacientes adultos.

Mito

Antigamente as pessoas não tinham tantos dentes desalinhados

Esse é um mito muito comum. Talvez porque a ortodontia e a correção dos dentes desalinhados difundiram-se muito nos últimos 30 anos. O número de especialistas na área aumentou consideravelmente, facilitando o acesso ao tratamento. O custo dos materiais também diminuiu e boa parte deles já é produzida pela indústria nacional – os que ainda precisam ser importados contam com um câmbio mais favorável que nos tempos da inflação alta. E, por último, a informação e o interesse das pessoas em buscar um sorriso mais bonito e uma mastigação melhor, também cresceram. Todos esses fatores, somados, fizeram com que mais pessoas sejam portadoras de aparelhos atualmente, mas o problema causado por dentes desalinhados sempre existiu. É isso, inclusive, o que nos revelam as arcadas dentárias dos nossos antepassados.

Meio Mito, Meio Verdade

Tratamento ortodôntico do adulto frequentemente requer extrações

São duas as causas principais da necessidade de extrações para promover o alinhamento dos dentes:
- Dentes de tamanhos muito grandes.
- Desenvolvimento ósseo insuficiente para acomodar os dentes.
Quando for esta última a causa, tendo em vista que o adulto já não apresenta o crescimento ósseo do jovem, pode ser necessário recorrer à extração de um ou mais dentes para que se tenha espaço para o alinhamento dentário. Essa é uma das razões de iniciarmos um tratamento em idade de crescimento: haverá menos necessidade de extrações, mas é importante reforçar que o tratamento do paciente adulto nem sempre necessitará de extrações.

Mito

Adultos apresentam maior dificuldade de movimentação dos dentes

Essa dúvida, que muitos pacientes trazem ao consultório, talvez se baseie na observação que o organismo adulto tem respostas biológicas mais lentas que a criança. Isso se deve ao fato de que a criança e o jovem têm uma maior taxa de multiplicação de células, pois estão crescendo. Porém, a movimentação dentária não chega a sofrer influência desse fenômeno a ponto de interferir no tratamento. O que pode ocorrer, e que dificulta ou até prejudica a movimentação ortodôntica, é a existência de problemas periodontais ou gengivais que podem colocar em risco a estabilidade de um ou mais dentes durante o tratamento. Seu ortodontista saberá avaliar sobre esses riscos.

Verdade

Pacientes adultos apresentam maior facilidade de recidivas pós-tratamento

Recidiva é aquela tendência que determinados dentes apresentam de voltarem à má posição anterior ao tratamento. Isso se deve em parte à impossibilidade de contar com o crescimento ósseo para melhor acomodar os dentes, bem como à “memória” de posição que as estruturas de suporte dentário apresentam. A maneira de mastigar ou a ação dos lábios e da língua sobre os dentes também podem mova-los depois do término do tratamento. Esse efeito vai depender da intensidade e da persistência desses fatores sobre os dentes. O paciente adulto está mais sujeito a influência desta “memória”. Portanto, além da contenção realizada depois do tratamento, pode ser necessário um tratamento fonoaudiológico para cuidar das alterações musculares que influenciam na recidiva.

Verdade

Cirurgia facial (ortognática) é indicada para pacientes adultos

Quando a correção ortodôntica envolver a necessidade de reequilibrar um perfil ósseo excessivamente pronunciado para frente (prognatismo) ou para trás (retrognatismo), a cirurgia ortognática pode ser necessária. Quando não há mais crescimento facial, um cirurgião de face precisa intervir para reequilibrar o perfil. No entanto, há casos limítrofes que podem ser resolvidos com ou sem cirurgia. Assim, a máxima “cada caso é um caso” se faz verdadeira.

Mito

Aparelhos ortodônticos fixos mancham os dentes e causam cáries

As técnicas de colocação dos aparelhos fixos não causam cáries nem mancham os dentes. Quando essas manchas indesejáveis são observadas, ocorrem em volta dos aparelhos e não debaixo deles. São decorrência da ação da placa bacteriana e dos ácidos produzidos por ela, já que podem se acumular em volta do aparelho. Esses ácidos desmineralizam o esmalte dentário provocando as manchas.
A correta escovação, orientada pelos dentistas, além de bochechos com soluções contendo flúor, evitam que isso aconteça.

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