Os limites do amor

Valorizar a si mesmo é o ponto chave para não sofrer por amor. Descubra como identificar os problemas da relação e reestruturar sua vida

“Poucas coisas nos esmigalham tanto, quanto os sonhos perdidos e os amores que se foram…” (texto extraído do livro Reencontro com Você).

– Sabe, eu estava me perguntando: Por que me envolvi nesta relação durante tanto tempo? Apesar de promissora e de amar tanto, havia algo estranho no ar! E eu sabia, em minhas entranhas, que não daria certo!

– Como pude entregar totalmente meu coração a ela e não sobrar mais nada dentro de mim agora que está tudo acabado? Como ela pôde ser tão cruel?  Terminou assim, por telefone, como alguém que vira a página e está pronta para começar outra! Eu disse a ela que preciso de algo mais e que estava faltando comprometimento com a relação.

– Nosso namoro era quase perfeito, nunca brigávamos. Ela era uma ótima companhia! Dizia que me amava, mas, ao mesmo tempo, sentia certa distância em seu coração. Como quem fica em cima do muro, me seduzia constantemente com palavras e atitudes.

Concluiu ele a mim, respirando fundo, quase sem voz ao telefone.

– E o que mais dói agora em você, Joel? – perguntei a ele – interrompendo seu raciocínio.

– A saudade! Como ela me faz falta!

Esses foram alguns dos sentimentos explicitados à procura de consolo que Joel, um grande amigo, dividiu comigo ao telefone quando, coincidentemente, estava escrevendo sobre esse tema tão solicitado. Ela terminou o namoro de quase três anos com ele, um homem muito atraente e quase perfeito.

Joel, assim como muitos outros homens sensíveis e maduros, não fumava, não bebia, estava sempre presente, sem ser grudento, e ela podia contar sempre com ele, disponível e à mercê de suas vontades.

E quantas pessoas passaram por relacionamentos que deixaram de ser saudáveis ou ainda estão enroscadas até o pescoço, sem forças para terminar, esperando por um golpe de misericórdia? Sim, fique atento! Existem pessoas com corações de lata.

São perfeitos atores e atrizes, sedutores que encantam com um magnetismo mágico! São os senhores dos negócios, hábeis em transformar fracasso em sucesso. Escolhem as pessoas com que se relacionam como oportunidades de autoengrandecimento, considerando-as como engrenagens de um sistema que pode levar a si próprio ao pódio.

Somos quase sete bilhões de pessoas diferentes, caminhando por este planeta. Experienciamos muitos encontros e desencontros.

– Mas fui justamente me envolver com um coração de lata?

– Perguntou-me Joel.

Evidentemente esse é o lado sombra, totalmente individualista e egóico, de um perfil psicológico focado em realizar quando este está em desequilíbrio com sua essência.

– Mas como detectar esse perfil em desequilíbrio?

É fácil identificá-lo. São pessoas que amam sustentar uma imagem de vencedoras e, como nada é ao acaso, estas têm seu papel no planeta: ensinar as pessoas a ter foco, disciplina, desapego quando necessário e determinação na conquista e realização de ideais.

– Eu me sinto culpado por não ter dado um basta em todo este sofrimento logo nos primeiros meses, quando percebi que ela não me amava! – Desabafou Joel.

E quem disse que as mudanças são fáceis?

Será que para se realizar no campo afetivo é preciso ter sorte e ser detentor de uma benção divina? Essa é a pergunta que faço a quem acredita na questão e não se sente merecedor em ser feliz ao lado de alguém.

A vida é complexa e repleta de relacionamentos em várias esferas: profissional, familiar, social e afetiva. Sentir-se realizado e ter sucesso em qualquer tipo de relacionamento interpessoal está diretamente ligado a uma interação saudável e equilibrada. É preciso agregar certo grau de autoconhecimento e competência para perceber quando uma relação deixou de ter equilíbrio e está gerando sofrimento.

Quantas empresas, com políticas leoninas, sugam seus subordinados com acordos claros e estes, em frágil “posição de medo”, aceitam fazer muito e receber pouco pela responsabilidade e competência de seu trabalho. E pelo medo de não encontrar algo que as realize continuam o relacionamento desigual, esmigalhando a autoestima e o amor próprio.

Essas pessoas, muitas de coração sensível, vestem a camisa do time que estão jogando, mantendo sua palavra no cumprimento de acordos insanos para o crescimento do outro. Apenas do outro.
Quantas pessoas carentes de mérito, de reconhecimento, de carinho e atenção precisam despertar e resgatar sua força interior e perceber que o que procuram está dentro de si?

De nada adianta autoflagelar-se

“São em momentos de fragilidade que nos abrimos para as grandes transformações” (texto extraído do livro Reencontro com Você).

Quando perceber uma tristeza, um aperto em seu coração por estar envolvido em uma relação vampírica desigual, prepare-se! Chegou a hora de acordar e, tal qual é o exemplo da própria natureza, cortar o parasita que suga sua seiva e vive do seu amor.

Recupere suas forças! Estabeleça limites, aprenda a dizer não, verbalize seus sentimentos e exponha também suas regras de jogo.

Ao fazer isso estará dando uma oportunidade para que essa pessoa perceba que sentimentos não atrapalham realizações. Todos temos crenças e a dela é que as pessoas são amadas e admiradas pelo que fazem e realizam e não por serem simplesmente quem são!

Questione o comprometimento de quem fica em cima do muro, seduzindo com uma atmosfera de mistério. Sua essência grita por socorro quando sente sua mente permitindo que uma pessoa ocupe seu pensamento, em um jogo ilusório de dominar a relação e estar no poder quando não se está envolvido.

Não existem acordos comerciais em relações desiguais e não existem relacionamentos afetivos saudáveis quando apenas um está amando. Não se iluda em relações que o distanciam de si mesmo. Resgate seu amor próprio, você pode e vai sobreviver!

– E agora que tudo acabou? Como faço para esquecê-la e reconstruir minha vida?

Ah, pare de se culpar e de autoflagelar-se nesse hábito cristalizado!

Chore tudo o que puder, solte essa mágoa, essa dor. Que elas se vão com suas lágrimas! Não empurre a dor para baixo do tapete, ela é a alavanca necessária que a divindade colocou em seu caminho para aprender a se valorizar.

Ou acredita que estamos sós, a esmo aqui, apenas  brincando de trabalhar, comer e dormir? Nada é ao acaso!

Mas encare esta dor de frente, com maestria, sem pensar mal de si mesmo ou dela. Entenda que cada um só dá o que tem.

Você fez o seu melhor, amou com toda intensidade e provou desta energia poderosa que é capaz de mover montanhas porque tinha muito amor em seu coração. Ela não tinha esse amor no próprio coração e não podia dá-lo a você.

Não existem culpados. Pare com essa ciranda de pensamentos onde não se pode encontrar vencedores ou perdedores. Colha o melhor do que viveu!

Quando olhar para trás veja o quanto cresceu e a capacidade de compreender que as pessoas não são perfeitas. Todos têm um lado egóico e outro essência. Este equilíbrio é necessário para ser feliz! Você tem em suas mãos uma incrível oportunidade de crescimento e de renascer das cinzas como uma “Fênix”! Você pode superar-se e ser vencedor de si mesmo.

Qual é a sua escolha agora?

“O que não nos mata, nos torna mais fortes!” (texto extraído do livro Reencontro com Você)

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