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Remuneração variável: a estratégia de recompensar

Atualizado em terça-feira, 6 de abril, 2010

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Ambiente de trabalho

Inserida num ambiente de mercado globalizado marcado por constantes mudanças, onde se torna imprescindível administrar bem seus recursos humanos para ser competitiva, a organização moderna encontra na atração, desenvolvimento e fidelização de talentos algumas de suas maiores preocupações. Nesse sentido, um plano de Remuneração Variável, adequadamente estruturado e implantado, constitui ferramenta de grande poder para vencer esse desafio.

As organizações vêm experimentando mudanças a uma velocidade realmente espantosa. A evolução tecnológica sendo medida em dias e produtos ficando obsoletos da noite para o dia são provas evidentes de que estas mudanças provocam alterações nos processos do planejamento estratégico para reverter situações de risco.

Para as novas organizações o mais importante não é o que o indivíduo sabe, mas o que ele é capaz de aprender e criar. As características buscadas no profissional moderno estão mais ligadas à criatividade e inovação do que à experiência repetitiva. A avaliação de desempenho, inter-relacionada com o dimensionamento das expectativas do negócio, acompanha a capacidade das pessoas de inovar e agir.

Nesse novo quadro de mudanças quase não há mais espaço para organizações burocraticamente estruturadas. O novo conceito requer agilidade e adaptabilidade, não se permitindo resultados abaixo da curva média, fora do seu ponto de equilíbrio. A organização que surge nestes novos tempos requer também novas formas de recompensar seu pessoal através de resultados.

A Remuneração Variável constitui fator relevante no processo estratégico para a colocação da empresa em um patamar competitivo, aumentando a produtividade individual e das equipes, estimulando seus colaboradores a cumprir e superar as metas da organização.

Já não é suficiente apenas atrair e formar pessoas capazes de aprender constantemente, e que utilizem racionalmente suas habilidades e competências para lidar com as novas situações que se apresentam. É necessário seduzir, motivar, manter, comprometer, fidelizar esses talentos. Importante é fazer uma reflexão sobre a falência do atual modelo de remuneração da maioria das organizações, que não fornece suporte para manter um ambiente de compromisso e de motivação entre seus colaboradores.

As empresas que querem alcançar resultados diferenciados, inovadores e vencedores deverão, obrigatoriamente, alinhar seu sistema de remuneração com suas estratégias. Não é mais possível tratar desigualdades com igualdades. Não se pode negar que o dinheiro direciona o comportamento, e é fundamental reenquadrar os sistemas de remuneração em uma visão mais ampla e abrangente. Nesse contexto, não se pode mais considerar apenas cargos específicos e resultados financeiros, mas também as pessoas, seu desempenho individual e em equipe, e a visão organizacional que é mantida por esse desempenho.

Para a implantação de um programa de remuneração, baseado em tais conceitos, é necessário primeiramente descobrir que habilidades e competências são essenciais para a organização. Identificá-las é tarefa complexa e árdua, mas não impossível. Requer um trabalho sistematizado de análise da estratégia, para então se determinar que habilidades e competências sejam necessárias nos indivíduos ou grupos. O resultado mostrará o caminho para remunerá-los adequadamente, promovendo a motivação e o compromisso com as metas organizacionais.

Ricardo Luna é Adm. de Empresas, Consultor de Negócios e Diretor Comercial da Editora Domínio.





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