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Dermatologia e Psicologia: cuide bem da sua pele

Atualizado em segunda-feira, 1 de março, 2010

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Problemas emocionais podem desencadear doenças que atingem a pele e outros órgãos do corpo.

Luciane Scattone (Dermatologista) / Vivianne Furtado Marzola (Psicóloga)

A delicada pele feminina

A relação entre a pele e os aspectos emocionais começa na fase embrionária pois as células da pele e do sistema nervoso central derivam do ectoderma, por isso, uma série de fenômenos dermatológicos podem ser desencadeados através do sistema psiconeuroimunológico (PNI).
Sabemos que pele é o maior órgão do corpo humano, além de formar uma barreira primária de defesa do organismo atua também na percepção e comunicação emocional durante as manifestações psicossomáticas. É importantíssimo ressaltar que através dela podemos diagnosticar problemas decorrentes das alterações da tireoide, diabetes, anemia etc. No mundo de hoje, em que as pessoas trabalham muito sem tempo para o descanso e o laser, situações de estresse são cada vez mais frequentes não só em adultos como também nas crianças, contribuindo para o aparecimento ou agravamento de diversas doenças dermatológicas.

Dentre elas, destacam-se alopecia areata (doença crônica cuja manifestação clínica fundamental é a queda de pelos, localizada ou generalizada) surgem áreas arredondadas totalmente sem pelos podendo se manifestar principalmente na região da barba e do couro cabeludo, afetando a auto-estima.

A psoríase (lesões descamativas), é uma doença autoimune que geralmente se manifesta em determinados momentos da vida da pessoa, como por exemplo a perda de um ente querido, separação do casal, problemas financeiros etc.) Portanto a tensão emocional e o estresse podem ter uma influencia significativa no surgimento das crises, além de fatores como a predisposição genética aliada a estímulos recebidos durante a vida.

O vitiligo (manchas brancas na pele que se formam por causa da ausência de melanócitos nos locais afetados) também é uma doença autoimune e pode ser desencadeada por problemas emocionais. Os pacientes se beneficiam muito quando associamos um acompanhamento psicológico ao tratamento convencional, esse trabalho conjunto é de suma importância.

Vários doentes que apresentam vitiligo relatam o aparecimento das primeiras manchas após traumas emocionais significativos.
Notamos com frequência que a acne (comum em adolescentes) piora em época de provas e vestibular em decorrencia da ansiedade e maior estimulo hormonal.

De acordo com a psicóloga de orientação junguiana Vivianne Furtado Marzola, não há cisão entre mente e corpo. Ambos estão interligados.

Dentro da visão psicossomática, as diversas enfermidades são somatizações de aspectos emocionais inconscientes. A sombra no corpo representa a parte reprimida do ego. Emoções e sentimentos reprimidos no inconsciente (raiva, tristeza, mágoa, medo, culpa) que são incapazes de serem reconhecidos a respeito de nós mesmos e que se manifestam através do corpo.

Para a psicóloga “o corpo é o reflexo dos pensamentos, das emoções e da alma e a doença pode representar o caminho para a autotransformação”.

Portanto, devemos ficar atentos a alteraçoes que ocorrem na pele, seja uma pinta, uma coceira ou simplesmente uma descamação, pois muitas vezes nos indicam problemas que nem imaginávamos. É importante também ressaltar que o stresse além de desencadear dermatoses importantes também é responsável pelo envelhecimento precoce da pele.







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