Dentes de leite

Nem tudo o que dizem sobre o desenvolvimento da dentição infantil está correto. Leia mais e veja por que é tão importante cuidar dos dentinhos desde cedo

A finalidade desta seção que inauguramos aqui é fornecer orientações simples a respeito da saúde bucal, procurando esclarecer dúvidas frequentes que os pacientes trazem ao consultório odontológico. Este artigo é inspirado no livro Mitos da Saúde, da médica norte-americana Nancy L.Snyderman. Na obra, ela comenta sobre as informações incorretas que os pacientes têm sobre a saúde e as chama de mitos. Assim, procuraremos desmistificar alguns deles relacionados à odontologia e adicionar a boa informação.
Nesta edição, nosso assunto será a dentição infantil, composta pelos dentes decíduos, também chamados de dentes de leite.

O termo decíduo tem sua origem na botânica e designa as árvores cujas folhagens são substituídas durante a passagem do outono, como os dentes da primeira infância que caem e são substituídos pelos dentes permanentes. São 20 dentes ao todo: 10 superiores e 10 inferiores.

Verdade: Os dentes decíduos devem receber cuidados tão logo tenham nascido

Os cuidados com esses dentes, na verdade, já devem ser tomados durante a gestação, com uma alimentação equilibrada. Mas os cuidados diretos deverão ser iniciados assim que os dentes irromperem na cavidade bucal.

A higiene bucal deve ser feita no bebê usando acessórios macios de silicone, semelhantes a dedais, que a mãe coloca em seus dedos fazendo a massagem da gengiva, onde os dentes começam a nascer. Deve também limpar os dentes já nascidos. Uma gaze pode também fazer essa função. Não é necessário usar creme dental nessa fase uma vez que a alimentação, composta principalmente pelo leite materno, é pouco cariogênica (causadora de cáries).

Mito: O nascimento dos dentes provoca febre nas crianças

Esse é um mito que pode, sim, retardar o atendimento imediato caso a criança apresente alguma infecção. O mais comum é que a infecção causadora da febre esteja em um dos ouvidos ou garganta e o nascimento dos dentes coincida com esse momento, em que o sistema imunológico, ainda imaturo, da criança é muito suscetível às infecções. A criança pode também ficar irrequieta durante o nascimento dos primeiros dentes, chamando a atenção dos pais e fazendo-os pensar que os dentes são o motivo e que não há razão para preocupação. Isso pode levar a um agravamento da infecção devido ao atraso em tratar a verdadeira causa.

Verdade: É bom que os dentes decíduos apresentem espaçamentos

Essa condição é especialmente verdadeira quando se aproxima o período do início da troca da dentição, por volta dos 6 anos. Os espaços são consequência do crescimento facial. Isto permitirá que os incisivos permanentes, que são maiores que os decíduos, tenham espaço e fiquem bem alinhados. Não é um bom sinal ter os dentes decíduos muito próximos nessa fase.

Mito: Já que o dente vai ser substituído, a cárie do dente decíduo não precisa ser tratada

Felizmente, este mito está cada dia mais raro no conceito dos pais. A integridade do dente decíduo é importante para preservar o espaço para o dente permanente que vai nascer no seu lugar. Tratando o dente estaremos prevenindo o desconforto da dor causada pela cárie e das infecções que cáries avançadas possam causar. Preservar o dente decíduo representa também preservar a melhor condição de mastigação para a criança.

Verdade: Aparelhos ortodônticos fixos não estão indicados para os dentes decíduos

Os aparelhos ortodônticos fixos do tipo braquetes metálicos, que são colados aos dentes, são indicados para a movimentação dos dentes permanentes. Os aparelhos removíveis são os melhores para serem usados na dentição decídua. Os problemas da dentição decídua normalmente envolvem necessidade de ganho de espaço e alargamento com expansão. Nesses casos, os aparelhos removíveis de acrílico são mais empregados. Eventualmente, aparelhos de acrílico presos aos dentes superiores podem ser usados quando a criança tem grande falta de espaço ou pouca colaboração no uso.

Meio Mito, Meio Verdade: Dentes decíduos caem sozinhos

Isto é o que deveria ocorrer sempre que a dentição se desenvolvesse sem problemas. É a presença do dente permanente sucessor o maior estímulo para que as raízes dos dentes decíduos sejam reabsorvidas (diminuam gradualmente de tamanho). Às vezes, quando há falta de espaço na região frontal das arcadas dentárias, os incisivos permanentes que vão nascer podem desviar-se dos dentes decíduos que serão substituídos por eles. Quando isso acontece, o dente decíduo deixa de ser corretamente reabsorvido, o que faz com que sua raiz fique firme e o dente não cair sozinho, necessitando ser extraído para dar lugar ao dente permanente. Muitas vezes é necessária a colocação de um aparelho ortodôntico que abra espaço para o dente que vai nascer ou nasceu sem lugar suficiente para ficar bem alinhado na boca.

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