Bebida Ideal

Vai dar uma festa? A escolha da bebida pode fazer toda a diferença. Tire suas dúvidas para não errar na hora do brinde

Muitas vezes ficamos na dúvida quanto à bebida mais indicada para cada ocasião. Quando se trata de celebrações a resposta é mais simples: espumantes. Frequentemente são chamados de champanhe, o que não é correto, pois só são denominados assim os produzidos na região de Champagne, próximo a Reims, ao nordeste da França. Vale contar que está ali uma das mais belas catedrais onde os reis eram coroados.

A origem da bebida data de 1668, pelas mãos de um monge beneditino chamado Dom Perignon. Ele conseguiu desenvolver um método de conservar as borbulhas após a segunda fermentação. Atribui-se a ele a frase “Venham depressa, estou bebendo estrelas”, dirigindo-se aos demais monges, após provar pela primeira vez.

Muito indicado para as comemorações pelo seu charme e aura de celebração, o espumante é também a única bebida indicada para ser servida, bem gelada, desde os aperitivos até a sobremesa, acompanhando perfeitamente todos os pratos. Temos hoje excelentes exemplos desta bebida produzidos no Brasil a preços bastante acessíveis.

Como de imediato pensamos em brindar, vale ressaltar algumas regrinhas. O brinde deve ser promovido antes da sobremesa e, como hoje antecipamos o corte simbólico do bolo dos noivos para o início da festa – no intuito de acabar com a ideia antiga de que logo após o corte do bolo é hora de partir e ainda mais procurar ser gentil com as pessoas de mais idade que ficavam exaustas esperando por este ato – eis o momento adequado.

Um antigo ditado dizia “Ao propor um brinde seja íntegro, sincero, breve e permaneça sentado”. Aprimorando, afirmo que pode-se estar em pé, mas as demais regrinhas estão perfeitas. Brindes com discursos longos e intermináveis são um verdadeiro porre.

Explica-se que ao brindar aguçamos os sentidos: a visão ao apreciar a cor da bebida, o tato ao segurar o copo, o olfato ao sentir o aroma, o paladar ao degustar e a audição, que quase foi esquecida, é estimulada pelo tilintar dos copos ou ao se proferir “tim-tim”. Usar talheres para bater nos copos já foi um costume praticado para afastar os maus espíritos. Evite, é rude e exagerado.

Ao erguer um copo para brindar jamais o coloque de volta na mesa sem antes dar um gole. E contrariando o que muitos pensam, não vejo mal algum em brindar com água ou qualquer outra bebida não alcoólica, se não lhe apetecem as demais, pois acho o gesto e o sentimento embutidos no ato muito mais importantes.

Considerando a etiqueta nestes momentos, seja qual for a bebida escolhida, saiba seus limites. Nada mais deselegante e desagradável do que pessoas bêbadas. Anfitriões então, socorro! Tomar um ou mais drinques deve ser um prazer e estimular o bom convívio entre as pessoas e não um ato de entorpecimento causador de mal estar.

Para ilustrar vale citar o absinto, bebida criada em 1797, pelo médico francês Pierre Ordinaire, com 70 por cento de teor alcoólico. O pintor Tolouse-Lautrec, o maior dos boêmios adorava tanto absinto, que em sua bengala havia um compartimento secreto para doses providenciais. Outro pintor famoso, Van Gogh, teria cortado sua própria orelha sob o efeito da bebida. Chamada de demônio engarrafado ou bebida maldita, ela foi proibida praticamente no mundo inteiro pelo efeito que causava.

Para os apreciadores de uísque, bebida fabricada desde o século XII, os três mais conhecidos são: Scotch, produzido na Escócia, Bourbon, nos Estados Unidos e Irish, na Irlanda, de paladar bem distinto. Vale lembrar que não é considerado elegante consumi-lo durante as refeições.

A cerveja, tão apreciada no Brasil, que se originou de forma rudimentar no Antigo Egito e foi aprimorada pelos monges alemães da Baviera, confere um ar menos formal ao casamento e servi-la é uma opção dos noivos.

Quanto ao vinho, que também nasceu no Antigo Egito e não na Antiga Roma como alguns acreditam e é produzido com excelente qualidade em diversos países, sendo a França o principal deles, lembro que é uma excelente opção para acompanhar os mais variados pratos. Recomenda-se o branco, servido gelado, para as carnes brancas e frutos do mar. Já o tinto, servido na maioria das vezes na temperatura ambiente, é ideal para as carnes vermelhas e massas. Mas se suas preferências de harmonização são diferentes, permita-se o prazer.

Calcule bem as quantidades para não faltar nada e faça uso do serviço de consignação praticado por muitos revendedores no qual só é pago o que for consumido. Ergo a taça a todos os que festejam, desejando uma vida marcada por grandes momentos. Saúde!

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Edição 27

A Estilo Fashion é publicada semestral e contém assuntos váriados como moda, gastronomia, saúde, etc.

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